Regional industry
Industrial production increases in seven of the 15 areas surveyed in January
March 13, 2026 09h00 AM | Last Updated: March 16, 2026 03h42 PM
From December to January, industrial production in Brazil grew 1.8%, with increases in seven of the 15 areas surveyed by the Regional Monthly Survey of Industry (PIM). The biggest advances were found in Pará (8.6%), São Paulo (3.5%) and Minas Gerais (3.2%). On the other hand, Rio Grande do Sul (-4.5%) and Espírito Santo (-4.3%) recorded the most significant decreases. Against January 2025, industry changed by 0.2%, with positive rates in eight of the 18 areas surveyed. As for the cumulative indexes in 12 months, there was an increase of 0.5%, with positive rates in 18 areas. The data were released today (13) by the IBGE.
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“A alta da produção industrial nacional em janeiro é interpretada como um movimento compensatório, após o comportamento predominantemente negativo observado de setembro a dezembro, quando acumulou perda de 2,5%. Fatores macroeconômicos conjunturais, como a taxa de juros em patamares elevados e o estreitamento das linhas de crédito, vêm se mantendo, diminuindo o investimento na produção e moderando as tomadas de decisão por parte dos produtores”, contextualiza Bernardo Almeida, analista da pesquisa.
A indústria paraense (8,6%) foi o destaque de janeiro em termos absolutos e terceiro lugar em influência para o total da indústria, mostrando alta após quatro meses de resultados negativos seguidos, período em que acumulou perda de 13,2%. O resultado de janeiro foi o mais intenso desde junho de 2024 (9,9%). Neste mês, metalurgia, produtos de madeira e o setor de celulose foram as atividades que mais influenciaram o resultado positivo do estado.
Maior parque industrial do país, São Paulo (3,5%) foi o segundo lugar em termos absolutos e primeiro em termos de influência no mês de janeiro. Com o resultado, a indústria paulista interrompe quatro meses de resultados negativos, quando acumulou perda de 4,5%, registrando a taxa mais elevada desde junho de 2024 (6,9%). O setor extrativo, o setor de produtos químicos e o setor de máquinas e equipamentos foram os que mais exerceram influência sobre esse comportamento. “São Paulo também mostra um comportamento que, apesar de positivo isoladamente, reflete um movimento compensatório em relação às perdas anteriores”, destaca o analista.
Em terceiro lugar em termos absolutos e com a segunda maior influência, a indústria de Minas Gerais (3,2%) registrou a taxa mais intensa desde agosto de 2024 (3,2%). O resultado vem após um recuo de 5,5% em dezembro. Os setores de metalurgia, de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e de produtos do fumo foram os que mais contribuíram para o movimento positivo da indústria mineira.
Pelo lado das quedas, Rio Grande do Sul (-4,5%) e Espírito Santo (-4,3%) tiveram os recuos mais intensos, ambos registrando a segunda queda consecutiva. Nestes dois meses, Rio Grande do Sul acumula uma queda de 5,7% e Espírito Santo, queda de 10,0%. Os setores que mais influenciaram a indústria gaúcha foram os de derivados do petróleo e de celulose e papel. Já na indústria capixaba, as maiores influências vieram dos setores extrativo e de celulose, papel e produtos de papel.
Indústria cresce em 10 de 18 locais na comparação com janeiro de 2025
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o setor industrial mostrou variação positiva de 0,2% em janeiro de 2026, com oito dos dezoito locais pesquisados em expansão na produção. Vale citar que janeiro de 2026 (21 dias) teve 1 dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22). Pernambuco (27,7%) e Espírito Santo (14,5%) tiveram os avanços mais acentuados neste mês.
Bernardo ressalta que o resultado de Pernambuco foi impulsionado pelo comportamento da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis que cresceu aproximadamente 648% em janeiro de 2026 frente ao mesmo mês do ano anterior. “Isso se deu devido à baixa base de comparação, uma vez que, em janeiro de 2025, ocorreram paralisações pontuais no setor”, pontua. Os setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos; metalurgia; produtos alimentícios e produtos químicos também influenciaram positivamente.
Já no Espírito Santo, a alta foi influenciada pelas indústrias extrativas e metalurgia. Mato Grosso do Sul (8,7%), Maranhão (6,2%), Rio de Janeiro (5,6%), Mato Grosso (5,2%), Minas Gerais (2,7%) e Pará (0,5%) completam o conjunto de locais com crescimento na produção neste tipo de comparação. Paraná, ao marcar variação nula (0,0%), repetiu o patamar de produção registrado em janeiro de 2025.
Por outro lado, Rio Grande do Norte (-24,9%) e Bahia (-10,3%) assinalaram os recuos mais intensos de janeiro de 2026. No Rio Grande do Norte, o resultado foi pressionado pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Na Bahia, puxaram o resultado as atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
Ceará (-7,5%), Amazonas (-6,8%), Santa Catarina (-6,5%), Rio Grande do Sul (-6,5%), Goiás (-4,4%), São Paulo (-1,5%) e Região Nordeste (-0,4%) registraram os demais resultados negativos.
Mais sobre a pesquisa
A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional, e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.
Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, referente a fevereiro de 2026, está prevista para 9 de abril.