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Em fevereiro, vendas no varejo crescem 0,6%

15/04/2026 09h00 | Atualizado em 15/04/2026 16h33

Em fevereiro de 2026, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% frente a janeiro deste ano, na série livre de ajuste sazonal. Com isso, a média móvel trimestral foi de 0,2%.

Frente a fevereiro de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 0,2%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 1,4%.

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 1,0% em fevereiro. Frente ao mesmo mês de 2025, houve variação negativa (-2,2%). A média móvel trimestral foi 0,3%.

O acumulado dos últimos 12 meses registrou variação negativa (-0,4%).

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Fevereiro / Janeiro* 0,6 0,3 1,0 0,9
Média móvel trimestral* 0,2 0,1 0,3 0,2
Fevereiro 2026 / Fevereiro 2025 0,2 1,4 -2,2 -1,4
Acumulado 2026 1,5 3,1 -0,5 0,6
Acumulado 12 meses 1,4 5,6 -0,4 3,0
*Série COM ajuste sazonal    
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas  
   

Na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, o comércio varejista teve equilíbrio entre taxas positivas e negativas: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) apresentaram resultados positivos. Do lado negativo, ficaram quatro atividades: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado apresentou alta geral de 1,0%, com dois resultados positivos por categoria: Veículos e motos, partes e peças (1,6%) e Material de construção (0,5%).

Tabela 1 - BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
 Fevereiro 2026
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
DEZ JAN FEV DEZ JAN FEV NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) -0,3 0,4 0,6 2,4 2,7 0,2 1,5 1,4
1 - Combustíveis e lubrificantes 0,3 -1,1 1,7 3,0 -0,2 -0,2 -0,2 0,3
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,2 0,3 1,1 1,3 2,7 1,5 2,1 0,9
       2.1 - Super e hipermercados -0,3 0,5 0,7 1,3 2,7 1,5 2,1 1,1
3 - Tecidos, vest. e calçados -0,2 2,1 -0,3 -2,4 1,4 -5,0 -1,7 0,4
4 - Móveis e eletrodomésticos -0,5 0,0 -0,1 7,4 6,1 -1,2 2,6 3,9
       4.1 - Móveis - - - -1,3 -2,7 -8,3 -5,4 -5,0
       4.2 - Eletrodomésticos - - - 10,6 9,4 0,7 5,2 7,0
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria -5,0 2,6 0,3 6,9 5,1 2,1 3,6 4,4
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria -1,9 -2,0 2,4 -1,6 -3,4 -4,1 -3,7 -1,1
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 8,3 -10,1 -2,7 31,1 5,5 0,2 3,0 4,7
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico -1,9 0,8 -0,6 0,5 1,7 -5,3 -1,6 1,3
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) -0,9 0,9 1,0 2,7 1,1 -2,2 -0,5 -0,4
9 - Veículos e motos, partes e peças -2,4 2,9 1,6 0,7 -3,2 -7,8 -5,5 -5,0
10- Material de construção -4,1 3,3 0,5 0,1 -2,6 -8,5 -5,5 -2,1
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       8,5 2,1 -1,0 0,6 -0,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas      
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.   (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10     
   

Cinco das oito atividades tiveram resultados negativos frente a fevereiro de 2025

Na comparação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano passado, o comércio varejista cresceu 0,2%. Três atividades apresentaram resultado positivo e outras três ficaram no campo negativo.

A atividade denominada de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., registra queda de 5,3% no indicador interanual, invertendo trajetória positiva que acontecia desde abril de 2025 (março de 2025 houve queda de 6,2%). Com isso, o primeiro bimestre de 2026, em comparação com o primeiro bimestre de 2025, fechou em queda de 1,6%. Nos últimos 12 meses, o setor acumula ganhos de 1,3% até fevereiro, elevação menos intensa que o resultado até janeiro (1,9%). 

O setor de Tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 5,0% no volume de vendas frente a fevereiro de 2025, segunda maior amplitude (no campo negativo) dentre os oito setores. Nos últimos seis meses, o único resultado positivo ocorreu em janeiro (1,4%). A contribuição para a formação da taxa global também foi a segunda maior, no campo negativo, somando -0,2 p.p. ao total de +0,2% do indicador interanual do varejo. Nos primeiros dois meses do ano de 2026, o setor apresenta perdas em relação ao mesmo período do ano anterior (-1,7%), demonstrando desaceleração em relação a janeiro (+1,4%). No indicador de 12 meses a atividade passa de 1,3% até janeiro de 2026 para 0,4% até fevereiro.

Tabela 2 - BRASIL - INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
Fevereiro 2026
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
DEZ JAN FEV DEZ JAN FEV NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) -0,4 0,4 0,3 4,5 4,6 1,4 3,1 5,6
1 - Combustíveis e lubrificantes 0,5 0,4 1,0 4,7 1,9 -1,9 0,0 3,6
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,6 0,3 0,6 3,2 4,0 2,2 3,1 5,7
       2.1 - Super e hipermercados -0,5 0,4 0,6 3,2 4,0 2,3 3,2 5,9
3 - Tecidos, vest. e calçados 1,0 0,0 -1,1 1,6 5,5 -1,0 2,3 4,2
4 - Móveis e eletrodomésticos -0,9 0,6 -0,5 4,2 3,7 -3,9 0,0 3,0
       4.1 - Móveis - - - 1,2 -0,1 -6,2 -3,0 -2,0
       4.2 - Eletrodomésticos - - - 5,2 4,9 -4,0 0,6 4,7
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria -3,5 1,9 1,0 12,4 10,5 7,4 9,0 9,4
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria -1,2 1,7 -0,5 3,0 0,3 -0,1 0,1 3,9
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 8,2 -9,3 -2,0 26,7 3,3 -1,7 0,9 4,0
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico -1,8 0,9 -0,3 4,7 5,7 -1,7 2,2 5,8
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) -1,1 1,0 0,9 4,5 2,5 -1,4 0,6 3,0
9 - Veículos e motos, partes e peças -1,6 2,4 1,1 2,1 -2,2 -7,3 -4,7 -3,0
10- Material de construção -3,2 2,9 1,0 3,1 0,3 -5,7 -2,7 0,7
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo       8,2 1,0 -3,3 -1,2 1,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas     
 (1) Séries com ajuste sazonal.    
     

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria teve queda de 4,1% nas vendas frente a fevereiro de 2025, terceira queda consecutiva e maior amplitude no campo negativo para o indicador interanual (-1,6% em dezembro de 2025 e -3,4% em janeiro de 2026). No primeiro bimestre de 2026, as perdas acumuladas chegam a 3,7% até fevereiro e nos últimos 12 meses o valor da taxa é de -1,1%.

O setor de Móveis e eletrodomésticos apresentou queda de 1,2% nas vendas frente a fevereiro de 2025, primeira queda após sete meses consecutivos de forte crescimento (o setor chegou a registrar variação de 8,1% em setembro e 7,4% em dezembro de 2025). No entanto, o setor inicia o ano com acúmulo positivo no primeiro bimestre, frente ao mesmo período de 2025, registrando 2,6% de alta. Nos últimos doze meses, a atividade continua demonstrando desempennho positivo, com ganhos de 3,9% até fevereiro de 2026.

O setor de Combustíveis e lubrificantes variou -0,2% em volume de vendas frente a fevereiro de 2025. Esse resultado vem após variação de igual valor em janeiro (-0,2%), que, por sua vez, sucedeu alta de 3,0% em dezembro de 2025. No primeiro bimestre de 2026 há um acúmulo de -0,2%. Nos últimos doze meses, o resultado se situa no campo positivo, mas também próximo de zero: 0,5% até janeiro e 0,3% até fevereiro.

No campo positivo, em fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025, o setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou alta de 2,1% nas vendas. Esse é o maior resultado no campo positivo dentre as atividades do varejo. Ao todo, são 36 meses consecutivos de crescimento para o indicador interanual (o último mês a registrar queda foi fevereiro de 2023: -0,5%). Com isso, a atividade representa a segunda maior contribuição na taxa global do varejo, somando 0,2 p.p. ao total de 0,2%. Nos dois primeiros meses do ano o setor acumula 3,6%, menos intenso que até janeiro (5,1%). Em termos de resultado acumulado nos últimos doze meses, o setor mostra manutenção de intensidade de crescimento, já que mantém patamar similar nos três últimos registros (4,5% até dezembro de 2025, 4,5% até janeiro de 2026 e 4,4% até fevereiro).

O agrupamento que abrange Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou alta de 1,5% nas vendas frente a fevereiro de 2025, após registrar crescimento de 2,7% em janeiro. Com isso, o setor teve a maior contribuição, no campo positivo, na composição da taxa interanual do varejo, adicionando 0,7 p.p. ao total de 0,2%. No bimestre, o setor acumula 2,1% de ganhos. Nos últimos doze meses, o acúmulo é positivo em 0,9%, mantendo estável o ritmo de crescimento (0,8% tanto até dezembro quanto até janeiro).

A atividade de revenda de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou variação de 0,2% nas vendas frente a fevereiro de 2025. Assim, a expansão da atividade alcançou estabilidade após cinco meses de crescimento intenso (chegando a atingir 31,1% de alta em dezembro de 2025). Com isso, o primeiro bimestre de 2026 fecha acumulando ganhos de 3,0%. Trajetória similar pode ser observada no indicador acumulado dos últimos dozes meses, que resgistrou 4,7% até fevereiro, aumentando o ritmo de ganhos em relação aos meses anteriores (4,1% até dezembro e 4,4% até janeiro).

Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado houve variação negativa (-2,2%). As empresas que comercializam Veículos e motos, partes e peças apresentaram queda de 7,8% no volume de vendas frente a fevereiro de 2025, seguindo trajetória negativa pela segunda vez seguida. O setor registra a maior contribuição, no campo negativo, dentre os onze pesquisados, somando -1,5 p.p. no total de -2,2% do resultado interanual. O primeiro bimestre de 2026 apresentou perdas de 5,5%, em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o indicador de doze meses fechou fevereiro com -5,0% em relação aos doze meses anteriores.

As vendas de Material de construção apresentaram queda de 8,5% frente a fevereiro de 2025, de maior amplitude no campo negativo do que em janeiro (-2,6%). A atividade exerceu a segunda maior contribuição negativa para a formação da taxa global, somando -0,7 p.p. ao total de -2,2% do varejo ampliado. O primeiro bimestre de 2026 fecha, também, com perdas (5,5% abaixo do primeiro bimestre de 2025). Já o indicador acumulado nos últimos doze meses até fevereiro registra queda de -2,1%, tornando-se mais negativo do que o observado até janeiro (-0,7%).

Ainda no âmbito do varejo ampliado, a atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou queda de 1,0% na comparação de fevereiro de 2026 com fevereiro de 2025, primeiro mês de decrescimento após cinco altas consecutivas (7,7% em setembro, 2,3% em outubro, 0,9% em novembro, 8,5% em dezembro e 2,1% em janeiro). No ano, o acúmulo é de 0,6% e nos últimos doze meses é de -0,9%.

Comércio varejista teve taxas positivas em 17 das 27 Unidades da Federação

Frente ao mês anterior, na série livre de ajuste sazonal, o comércio varejista teve resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 9 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso (-3,6%), Maranhão (-3,2%) e Amazonas (-3,2%). O Rio de Janeiro (0,0%) mostrou estabilidade.

Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre janeiro e fevereiro de 2026 também teve resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (6,2%), Bahia (5,4%) e Paraná (3,7%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 10 Unidades da Federação, com destaque para: Pará (-2,1%), Amazonas (-1,9%) e Tocantins (-1,5%).

Frente a fevereiro de 2025, a variação das vendas no comércio varejista, o indicador apresentou variação de 0,2%, com resultados positivos em 16 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Pernambuco (10,1%), Acre (8,1%) e Distrito Federal (4,8%). Por outro lado, 11 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultados negativos, com destaque para: Amazonas (-7,2%), Pará (-5,3%) e Espírito Santo (-4,7%). Já no comércio varejista ampliado, houve equilíbrio entre o número de Unidades da Federação com taxas positivas (13) e negativas (13). Os destaques positivos foram Mato Grosso (7,0%), Acre (6,0%) e Mato Grosso do Sul (5,7%). As maiores quedas ficaram com Piauí (-7,5%), São Paulo (-7,4%) e Rio Grande do Sul (-6,6%). A Paraíba (0,0%) apresentou estabilidade.

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