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Em março, IPCA vai a 0,88%

10/04/2026 09h00 | Atualizado em 10/04/2026 09h00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março foi de 0,88%, ficando 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%).

No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.

Período Taxa
março 2026 0,88%
fevereiro 2026 0,70%
março 2025 0,56%
Acumulado no ano 1,92%
Acumulado nos últimos 12 meses 4,14%

Em março, os destaques foram os grupos Transportes, com alta de 1,64% e 0,34 p.p. de impacto, e Alimentação e bebidas, que subiu 1,56%, com impacto de 0,33 p.p. no índice do mês. Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março. Os demais grupos oscilaram entre 0,02% (Educação) e 0,65% (Despesas pessoais).

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Fevereiro Março Fevereiro Março
Índice Geral 0,70 0,88 0,70 0,88
Alimentação e bebidas 0,26 1,56 0,06 0,33
Habitação 0,30 0,22 0,05 0,03
Artigos de residência 0,13 0,51 0,00 0,02
Vestuário 0,16 0,46 0,01 0,02
Transportes 0,74 1,64 0,15 0,34
Saúde e cuidados pessoais 0,59 0,42 0,08 0,06
Despesas pessoais 0,33 0,65 0,03 0,07
Educação 5,21 0,02 0,31 0,00
Comunicação 0,15 0,19 0,01 0,01

A variação dos Transportes mais que dobrou, de fevereiro (0,74%) para março (1,64%), impulsionada pela alta nos combustíveis (4,47%). A gasolina, que em fevereiro caíra 0,61%, em março subiu 4,59%, sendo o principal impacto individual (0,23 p.p.) no índice do mês. Também se destacou o óleo diesel, que saiu de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com 0,03 p.p. de impacto no mês. Já o etanol subiu 0,93% e o gás veicular recuou 0,98%.

O subitem passagem aérea desacelerou de 11,40% em fevereiro para 6,08% em março. O resultado do subitem ônibus urbano (1,17%) considera, além da apropriação de reajustes, as gratuidades e reduções de tarifa aos domingos e feriados. Foram incorporados os reajustes de 6,00% nas tarifas de Porto Alegre (3,52%), a partir de 19 de fevereiro; 4,46% em Recife (0,22%), a partir de 1° de fevereiro. Por conta da redução tarifária aos domingos, ocorreram variações no ônibus urbano em Belo Horizonte (1,13%), Belém (1,03%), São Paulo (0,89%) e Salvador (0,55%). Os locais com reduções aos domingos e feriados foram Brasília (12,95%) e Curitiba (2,20%).

O subitem táxi (0,26%) reflete o reajuste de 4,26% em Porto Alegre (2,55%) a partir de 19 de fevereiro e, no metrô (0,67%) foi apropriada a variação de 12,95% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados. No ônibus intermunicipal (0,22%) estão contemplados o reajuste de 11,69% a 12,61% no Rio de Janeiro (5,16%), desde 15 de fevereiro, e de 7,27% em Curitiba (5,01%), a partir de 16 de fevereiro.

O grupo Alimentação e bebidas acelerou de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março. A alimentação no domicílio subiu 1,94%, acima do mês anterior (0,23%), sob influência do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%). Os destaques em queda foram a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,61% com o lanche saindo de 0,15% em fevereiro para 0,89% em março e a refeição com 0,49%, mesma variação de fevereiro.

O grupo com a terceira maior variação no mês, Despesas pessoais (0,65%), foi influenciado pelo subitem cinema, teatro e concertos (3,95%), com o fim da semana do cinema que ocorreu em fevereiro. Já o grupo Saúde e cuidados pessoais (0,42%) foi influenciado pela alta em plano de saúde (0,49%).

No grupo Habitação, a variação de 0,22% em março contempla a alta da energia elétrica residencial (0,13%) que incorpora os reajustes médios de 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (3,09%), ambos com vigência a partir de 15 de março. No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,24%) reflete o reajuste de 6,21% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,18%), a partir de 23 de fevereiro. No subitem gás encanado (-0,10%), em Curitiba (-0,25%), houve redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro e, no Rio de Janeiro, a variação de -0,24% resultou da redução de 4,44% nas tarifas, desde 1º de fevereiro.

Entre os índices regionais, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,37%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,28%) e das frutas (-3,72%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Fevereiro Março Ano 12 meses
Salvador 5,99 0,40 1,47 2,39 4,01
São Luís 1,62 0,28 1,39 1,91 3,27
Belém 3,94 0,62 1,31 2,11 3,75
Recife 3,92 0,73 1,10 2,13 4,58
Porto Alegre 8,61 0,33 0,96 1,54 4,28
Campo Grande 1,57 0,18 0,93 1,59 2,66
Belo Horizonte 9,69 0,76 0,93 2,15 3,96
Aracaju 1,03 0,68 0,92 2,02 3,84
Brasília 4,06 0,59 0,85 1,71 4,19
Fortaleza 3,23 0,98 0,81 2,28 4,89
Rio de Janeiro 9,43 0,74 0,78 1,82 3,26
São Paulo 32,28 0,97 0,78 2,04 4,76
Vitória 1,86 0,75 0,72 1,90 4,47
Curitiba 8,09 0,32 0,70 1,44 3,03
Goiânia 4,17 0,70 0,40 1,32 4,00
Rio Branco 0,51 0,07 0,37 1,25 3,55
Brasil 100,00 0,70 0,88 1,92 4,14

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro de 2026 a 03 de março de 2026 (base).

INPC foi de 0,91% em março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC teve alta de 0,91% em março, 0,35 p.p. acima do resultado observado em fevereiro (0,56%). No ano, o INPC acumula alta de 1,87% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,77%, acima dos 3,36% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, a taxa foi de 0,51%.

Os produtos alimentícios aceleraram de fevereiro (0,26%) para março (1,65%). A variação dos não alimentícios passou de 0,66% em fevereiro para 0,67% em março.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Salvador (1,52%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e do tomate (49,25%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,33%), com o recuo da energia elétrica residencial (-3,28%) e do óleo de soja (-6,46%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Fevereiro Março Ano 12 meses
Salvador 7,92 0,30 1,52 2,39 3,62
São Luís 3,47 0,35 1,26 1,82 3,13
Belém 6,95 0,41 1,18 1,97 3,53
Brasília 1,97 0,14 1,04 1,53 3,96
Porto Alegre 7,15 0,25 1,03 1,55 4,03
Campo Grande 1,73 0,07 1,01 1,53 2,35
Recife 5,60 0,78 1,01 1,98 4,25
Belo Horizonte 10,35 0,67 0,94 2,16 3,60
Rio de Janeiro 9,38 0,65 0,83 1,75 2,75
Aracaju 1,29 0,56 0,80 1,68 3,53
Fortaleza 5,16 0,98 0,80 2,42 4,88
Vitória 1,91 0,61 0,74 1,80 4,46
São Paulo 24,60 0,78 0,72 1,92 4,46
Curitiba 7,37 0,15 0,67 1,25 2,35
Goiânia 4,43 0,58 0,53 1,33 3,95
Rio Branco 0,72 0,08 0,33 1,17 2,91
Brasil 100,00 0,56 0,91 1,87 3,77

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro de 2026 a 03 de março de 2026 (base).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

O que é o IPCA?
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