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Produção industrial avança 0,9% em fevereiro

02/04/2026 09h00 | Atualizado em 02/04/2026 11h52

Em fevereiro de 2026, a produção industrial nacional avançou 0,9% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, segunda taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,0%. Em relação a fevereiro de 2025, a indústria recuou 0,7%, após avançar 0,2% em janeiro, quando interrompeu três meses consecutivos de taxas negativas: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%). O acumulado do ano ficou em -0,2%. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 0,3%. A média móvel trimestral em fevereiro foi de 0,3%.

Fevereiro 2026 / Janeiro 2026 0,90%
Fevereiro 2026/ Fevereiro 2025 -0,70%
Acumulado no ano  -0,20%
Acumulado 12 meses 0,30%
Média móvel trimestral 0,30%

No crescimento de 0,9% da atividade industrial na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, as taxas positivas tiveram perfil disseminado, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (16) dos 25 ramos pesquisados. Vale destacar que, com esses resultados, a produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%), com a primeira acumulando expansão de 14,1% nos dois primeiros meses de 2026 e eliminando, dessa forma, o recuo de 9,5% verificado nos dois últimos meses de 2025; e a segunda marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento e registrando ganho de 9,9% neste período.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (6,8%), indústrias extrativas (1,1%), produtos alimentícios (0,8%), bebidas (3,4%), móveis (7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,1%), produtos têxteis (4,4%) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (3,4%).

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram recuo na produção, a de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) exerceu a principal influência na média da indústria e intensificou a magnitude de queda verificada no primeiro mês do ano (-1,4%). Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de produtos químicos (-1,3%) e de metalurgia (-1,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal, bens de capital (2,3%) assinalou a expansão mais elevada em fevereiro de 2026 e marcou a segunda taxa positiva consecutiva, período em que acumulou expansão de 5,7%. Os setores produtores de bens intermediários (1,1%), de bens de consumo duráveis (0,9%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,7%) também mostraram crescimento neste mês, com todos apontando o segundo mês seguido de avanço na produção, período em que acumularam ganhos de 3,5%, 7,7% e 2,0%, respectivamente.

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Fevereiro de 2026     
Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Fevereiro 2026 / Janeiro 2026* Fevereiro 2026 / Fevereiro 2025 Acumulado Janeiro-Fevereiro Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital 2,3 -13,5 -12,5 -4,7
Bens Intermediários 1,1 1,1 1,1 1,7
Bens de Consumo 0,9 -1,8 -0,8 -1,6
  Duráveis 0,9 -9,3 -6,8 -1,0
  Semiduráveis e não Duráveis 0,7 -0,3 0,4 -1,8
Indústria Geral 0,9 -0,7 -0,2 0,3
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas 
*Série com ajuste sazonal 

Média móvel foi de 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva (0,3%) no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (0,7%) assinalou a taxa positiva mais acentuada em fevereiro de 2026 e interrompeu três meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 2,7%. Os setores produtores de bens intermediários (0,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também registraram resultados positivos neste mês, com o primeiro interrompendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2025 e o segundo marcando o sétimo mês seguido de crescimento e acumulando expansão de 3,0% neste período. Por outro lado, o segmento de bens de capital (-1,0%) apontou o único recuo em fevereiro de 2026 e manteve o comportamento negativo iniciado em dezembro de 2025.

Frente a fevereiro de 2025, indústria recua 0,7%

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 0,7% em fevereiro de 2026, com resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias econômicas, 20 dos 25 ramos, 60 dos 80 grupos e 62,1% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que fevereiro de 2026 (18 dias) teve 2 dias úteis a menos que igual mês do ano anterior (20).

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,3%), produtos químicos (-6,4%) e máquinas e equipamentos (-11,0%). Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de confecção de artigos do vestuário e acessórios   (-15,1%), produtos de metal (-8,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,9%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-9,9%), outros equipamentos de transporte (-9,6%), metalurgia (-2,7%), produtos têxteis     (-7,2%), móveis (-7,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,3%) e impressão e reprodução de gravações (-13,5%).

Por outro lado, ainda na comparação com fevereiro de 2025, entre as cinco atividades que apontaram expansão na produção, indústrias extrativas (10,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,6%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de bebidas (6,2%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (4,7%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-13,5%) e bens de consumo duráveis (-9,3%) assinalaram, em fevereiro de 2026, os recuos mais elevados entre as grandes categorias econômicas. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) também apontou taxa negativa neste mês. Por outro lado, o segmento de bens intermediários (1,1%) mostrou o único resultado positivo em fevereiro de 2026, a segunda taxa positiva consecutiva.

O setor produtor de bens de capital, ao recuar 13,5% em fevereiro de 2026 frente a fevereiro de 2025, apresentou a nona taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde dezembro de 2023 (-17,1%). A produção de bens de consumo duráveis, ao assinalar queda de 9,3% em fevereiro de 2026, marcou a quarta taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde maio de 2024 (-10,5%). O segmento de bens de consumo semi e não duráveis, com variação negativa de 0,3% em fevereiro de 2026, interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas: janeiro de 2026 (1,0%) e dezembro de 2025 (4,7%).

Acumulado no primeiro bimestre de 2026 recua 0,2%

O índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, recuou 0,2%, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 25 ramos, 58 dos 80 grupos e 61,7% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por máquinas e equipamentos (-13,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,0%) e produtos químicos (-4,6%). Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de produtos de metal (-7,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,1%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-9,9%), produtos têxteis (-7,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,2%), impressão e reprodução de gravações (-16,7%) e móveis (-7,5%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-fevereiro de 2025, entre as sete atividades que apontaram expansão na produção, indústrias extrativas (11,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,7%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,3%), produtos alimentícios (1,1%) e bebidas (3,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o primeiro bimestre de 2026 mostrou menor dinamismo para os segmentos de bens de capital (-12,5%) e de bens de consumo duráveis (-6,8%). Por outro lado, as taxas positivas foram registradas nos setores produtores de bens intermediários (1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,4%).

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