Nossos serviços estão apresentando instabilidade no momento. Algumas informações podem não estar disponíveis.

90 anos

Seminário celebra 90 anos do IBGE no Palácio do Catete, marco de sua fundação

Editoria: IBGE | IBGE

29/05/2026 17h23 | Atualizado em 30/05/2026 18h11

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) celebrou, nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro, os 90 anos de sua criação com o seminário “90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (19361964)”, realizado no Palácio do Catete, atual Museu da República. O evento ocorreu das 15h às 17h, no mesmo local onde, em 1936, o instituto foi oficialmente instalado pelo então presidente Getúlio Vargas, e contou com transmissão pelo IBGE Digital.

A atividade resgatou a trajetória do IBGE desde sua origem como Instituto Nacional de Estatística (INE), criado para centralizar a produção estatística e geocientífica e contribuir para a modernização do Estado brasileiro. Em 1938, o órgão recebeu a denominação atual por decreto presidencial, consolidando seu papel estratégico na produção de informações sobre o país.

O seminário reuniu o presidente do IBGE, Marcio Pochmann; ex-presidentes do Instituto; e representantes de órgãos públicos, consulados, entidades, pesquisadores e servidores. A programação teve início com uma mensagem especial do assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim, que devido a uma missão internacional encaminhou por vídeo os seus cumprimentos e destacou a importância histórica e estratégica do IBGE para o Brasil, ao relacionar a produção de informações com a soberania nacional e a capacidade de planejamento do país. Assista ao vídeo na íntegra:

Amorim lembrou que, ao longo de sua trajetória, o IBGE esteve diretamente vinculado ao gabinete da Presidência da República, enfrentando “o desafio de governar um território continental com pouca informação padronizada sobre população, economia e território”.

Para o diplomata, a centralidade do Instituto na estrutura do Estado brasileiro é evidente. “O fato de ter sido indicado para ser o primeiro presidente evidencia a centralidade da instituição para o país. Um país que não conhece a si mesmo não é capaz de buscar seu lugar no mundo, proteger fronteiras e mapear recursos”, afirmou.

Amorim também ressaltou o papel do IBGE na leitura do passado e na projeção do futuro. “O IBGE nos oferece instrumentos para interpretar o presente e projetar o futuro. Desde o primeiro Censo até os dias de hoje, a população brasileira se multiplicou por cinco”, observou. Ele acrescentou que a instituição está presente no cotidiano dos brasileiros: “Muitos de nós, como cidadãos, já tivemos contato com o IBGE, seja com o Censo ou ao consultar suas publicações”.

Em vídeo especial, o assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim, parabenizou e destacou a importância do IBGE. Foto: CDDI/CCS

Ao relembrar sua formação, o assessor destacou a influência do Instituto em sua trajetória intelectual. “Quando ingressei no Instituto Rio Branco, foi meu primeiro contato com o IBGE, com conteúdo rico sobre a formação do Brasil. Foi por meio de seus textos que tive o primeiro contato com a população do interior, do Nordeste à Amazônia”, disse. Segundo ele, essas leituras contribuíram para uma visão que dialoga “com o impressionismo presente nos livros de Graciliano Ramos e Ferreira de Castro”.

Amorim também enfatizou o reconhecimento internacional da produção estatística brasileira. “A qualidade das pesquisas é reconhecida mundialmente, como as de indústria e emprego”, afirmou.

Por fim, o diplomata destacou o papel estratégico da informação em um cenário global cada vez mais complexo. “Em um mundo em que dados e informações são vitais para o desenvolvimento, mas também podem ser usados como instrumentos de disputa, as instituições responsáveis pela produção de conhecimento e dados confiáveis tornam-se ainda mais estratégicas”, disse.

Ele concluiu ressaltando a importância de fortalecer o Instituto: “A soberania brasileira conta com um IBGE forte, ativo e com capacidade de interpretar os momentos históricos e antecipar as mudanças no Brasil e no mundo. Por isso, é importante dar os parabéns a todos os trabalhadores do IBGE”.

Pochmann destaca soberania dos dados e papel estratégico da instituição

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, reforçou o papel estratégico do órgão para o futuro do Brasil, destacando a centralidade dos dados na governança contemporânea. Pochmann situou o instituto como peça-chave para a soberania nacional em um cenário global marcado pela disputa por informações.

“Nos dias de hoje, quem controla dados tem a capacidade de governar o futuro”, afirmou complementando a importância de defender o fortalecimento do sistema estatístico brasileiro como instrumento de soberania: “O IBGE assume um papel tão relevante quanto outras instituições estratégicas para garantir ao Brasil a condição de governar o seu próprio futuro”.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, falou sobre o papel do IBGE na história do país ao lado dos diretores da Instituição no seminário. Foto: CDDI/CCS

A cerimônia no Palácio do Catete também resgatou a origem histórica do IBGE. Pochmann lembrou que o IBGE surgiu em meio à transição do Brasil de uma sociedade agrária para uma economia urbana e industrial, sendo essencial para fornecer dados que orientassem esse processo de modernização.

Leia o discurso do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964)

“O IBGE foi peça central na construção de uma sociedade moderna, industrial, e nasceu justamente dentro dessa perspectiva de transformação do país”. Ao encerrar sua fala, Pochmann fez uma homenagem aos servidores que construíram a trajetória da instituição ao longo das décadas.

“O que temos hoje é fruto de muito esforço e colaboração. A responsabilidade agora é garantir que o IBGE continue sendo essa instituição fantástica que ajuda a governar o país”, finalizou.

Diretora da DGC destaca trajetória do órgão, que atravessa gerações e constrói confiança

Maria do Carmo Bueno destacou sua trajetória de quase 23 anos no IBGE, marcada por cerca de duas décadas no Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE e, mais recentemente, pela atuação como diretora de Geociências da Instituição. Ao refletir sobre os 90 anos do órgão, ressaltou que a produção contínua de informações, “Seja em forma de mapas, seja em forma de números”, construiu um acervo sólido de conhecimento que atravessa gerações e reafirma a relevância do IBGE ao longo do tempo.

Para a diretora, essa trajetória consolidou o Instituto como uma instituição essencial ao país, presente no passado, no presente e com papel garantido no futuro: “O IBGE atravessa a história do país e vai continuar, espero que por muitos e muitos anos ainda”. Ela também destacou o reconhecimento da instituição pelo rigor técnico e pela credibilidade, fatores que inspiram confiança dentro e fora do Brasil. Por fim, ressaltou o simbolismo de celebrar o aniversário no Palácio do Catete, afirmando que a ocasião é “como se a gente voltasse ao primeiro dia do IBGE”, disse a diretora.

Tecnologia e inovação impulsionam atuação do IBGE, afirma diretor-adjunto da DTI

Arnaldo Lyrio destacou sua longa trajetória no IBGE, iniciada nos anos 1980 como programador censitário, até chegar ao cargo de diretor-adjunto da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação. Ao refletir sobre o papel da área, ele enfatizou a transformação trazida pela tecnologia dentro da instituição, tornando os processos mais ágeis e eficientes. Segundo ele, “todos os trabalhos são fundamentados pela tecnologia”, o que garante maior rapidez e melhora a capacidade de análise, inclusive na comparação internacional de dados, aspecto essencial para posicionar o Brasil no cenário global.

Ao abordar o futuro, Lyrio ressaltou que inovação será cada vez mais central para o IBGE, com o avanço de ferramentas como inteligência artificial e big data. Para ele, manter a instituição atualizada é fundamental para assegurar a qualidade das informações produzidas: “quanto mais robustos a gente estiver, quanto mais atento estiver ao mundo, melhores serão os nossos números”. Ele também reforçou o papel estratégico do instituto para o desenvolvimento do país, destacando que a sociedade depende de “números oficiais fidedignos” para planejar um Brasil “mais desenvolvido” e “mais justo".

https://www.ibge.gov.br/video/Celso-Amorim.mp4?v=1

O seminário reuniu o presidente do IBGE, Marcio Pochmann; ex-presidentes do Instituto; e representantes de órgãos públicos, consulados, entidades, pesquisadores e servidores. Fotos: CDDI/CCS
Sérgio Bessermann, ex-presidente do IBGE, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Paulo Rabello, ex-presidente do IBGE, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Paulo Rabello, ex-presidente do IBGE, durante sua fala no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Eduardo Rios Neto, ex-presidente do IBGE, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Eduardo Pereira Nunes ex-presidente do IBGE, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Eduardo Rios Neto, ex-presidente do IBGE, durante um momento de aplausos no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
José Daniel Castro da Silva, coordenador-geral do Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, fala durante o seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Presidente do IBGE, Marcio Pochmann, em discurso no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964) ao lado da diretora-adjunta do Museu da República, Lucia Veronica de Oliveira, junto com parte da diretoria do IBGE Foto: CDDI/CCS/IBGE
Representantes de órgãos públicos, consulados, entidades, pesquisadores e servidores acompanharam o seminário. Foto: CDDI/CCS/IBGE
Exibição do vídeo do assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Representantes de órgãos públicos, consulados, entidades, pesquisadores e servidores acompanharam o seminário. Foto: CDDI/CCS/IBGE
O pianista Anselmo Salles tocando no piano de Getúlio Vargas no Palácio do Catete. Foto: CDDI/CCS/IBG
Cimar Azeredo ex-presidente interino do IBGE, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Cimar Azeredo ex-presidente interino do IBGE, parabenizou os ibegeanos no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
José Daniel Castro da Silva, coordenador-geral do Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, apresentou o seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE
Roberto Olinto ex-presidente do IBGE, no seminário 90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964). Foto: CDDI/CCS/IBGE

Diretor da ENCE ressalta papel central do IBGE como base para políticas públicas e desenvolvimento

Jorge Abrahão de Castro considera a instituição essencial para orientar decisões estratégicas, especialmente no planejamento de investimentos e na formulação de políticas públicas. “O IBGE é uma fonte permanente de informações e dados para a sociedade brasileira, e cumpre um papel muito relevante na programação dos investimentos e na estruturação das políticas públicas”, afirmou.

Além de sua relevância interna, Castro enfatizou o papel do IBGE na projeção do Brasil no cenário internacional, permitindo que outros países compreendam a realidade econômica e social brasileira. Para o futuro, ele defendeu a manutenção do compromisso com a qualidade e a inovação: “Imagino o IBGE mantendo sua pegada permanente de qualidade, incorporando novas condições científicas e inovações".

Flavia Vinhaes, Diretora Executiva, falou sobre o dia de celebração. "Não é comum encontrar uma instituição de Estado que completa 90 anos que passou por diversos governos, de reinventando e tratando a nossa realidade. A trajetória é grande e se mistura com a dos seus servidores".

Andrea Diniz, gerente de Relações Internacionais do IBGE, falou sobre o legado do IBGE. "Muito bom saber que estamos mantendo o sonho do nosso primeiro presidente com a representação do IBGE nos cenários internacionais, que começa no trabalho de cada agência".

Coordenadora da Comissão Temática de Gênero do IBGE, Daléa Soares Antunes, lembrou da presença feminina. "Esses 90 anos são uma construção de homens e mulheres, mas precisamos aumentar a modernização tecnológica através do equilíbrio, avançando e respeitando a equidade de gênero. Além disso, nossa comissão tem a representação de todas as áreas".

Representando os superintendentes, o superintendente do Rio de Janeiro Francisco Teixeira Carvalho lembrou de quem trabalha na ponta. "Aqui foi meu primeiro e único emprego, então é gratificante estar aqui. E quero lembrar das equipes que realizam os trabalhos nas agências e conseguem realizar as pesquisas".

A diretora-adjunta do Museu da República, Lucia Veronica de Oliveira, destacou a importância simbólica de receber o IBGE no local onde a instituição teve origem, ressaltando também sua ligação pessoal com o órgão. “É com grande satisfação que acolhemos essa instituição importante e fundamental para o Brasil. Foi no IBGE que descobri a minha vocação como servidora pública e trabalhar pelo meu país”, afirmou, lembrando que atuou como recenseadora em 1991.

Ex-presidentes do IBGE ressaltam a relevância histórica e estratégica da Instituição durante o seminário no Palácio do Catete

A programação completa dos 90 anos do IBGE pode ser acompanhada no portal comemorativo: IBGE 90 anos

Canal do IBGE no WhatsApp

Participe do canal oficial do IBGE no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações do IBGE. Acesse aqui!