Censo 2022
IBGE divulga Panorama "Mulheres no Censo 2022"
26/03/2026 14h00 | Atualizado em 27/03/2026 17h03
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (26), o Panorama Mulheres no Censo 2022 – Resultados do Universo e da Amostra. Embora diversas divulgações do Censo forneçam dados por sexo, essas informações estão dispersas entre diferentes temas.
O Panorama reúne, em um único espaço, os indicadores mais representativos da situação das mulheres nas dimensões investigadas pelo Censo, oferecendo uma visão transversal e integrada das desigualdades de gênero. A organização dos dados busca facilitar o acesso da sociedade às informações e servir de base para análises, pesquisas e políticas públicas baseadas em evidências. Essa iniciativa se soma aos esforços empreendidos em Censos anteriores, com a divulgação do Sistema Nacional de Indicadores de Gênero 2014 (SNIG) e o Informativo Trienal da Coordenação de População e Indicadores Sociais, “Estatísticas de Gênero - Indicadores sociais das mulheres no Brasil” (2017, 2021 e 2024).
Confira o IBGE Podcast sobre o tema:
Evento marca lançamento do produto
Para divulgar o novo produto, o IBGE realizou, no período da tarde, a sua apresentação e, logo em seguida, oficinas sobre a utilização do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) e do próprio Panorama. O evento ocorreu de forma híbrida com atividades nas Casas Brasil Rio de Janeiro, IBGE Fundaj – Recife, COP - Belém, Ipece- Ceará.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, fez a abertura do evento, agradecendo a equipe responsável pelo estudo e destacando a tradição do IBGE em levantamentos estatísticos e a possibilidade que os dados trazem de olhar segmentos que, de certa forma, pareciam invisíveis no conjunto da população.
Em seguida, Daléa Antunes, coordenadora da Comissão Temática de Relações Sociais de Gênero e Sexualidades do IBGE, comentou a importância de fazer um panorama específico sobre mulheres no Brasil: “muitas vezes, o especialista que está a frente de determinado tema não percebe o quão importante é desagregar a informação por sexo. O Panorama é uma plataforma muito intuitiva e amigável, então, quando o usuário vai procurar os dados do Censo, entre os diversos temas disponíveis, encontrará também o tema Mulheres, o que vai estimular a gente a entender os dados nessa perspectiva”. Ela destaca ainda que o site traz tabelas inéditas, com cruzamentos feitos a partir dos microdados, que vão até o nível territorial de municípios.
Barbara Cobo, coordenadora-adjunta da Comissão, reforçou que o IBGE tem tido uma produção muito importante na área de gênero, pensando a questão não só nos dados, mas em toda a operação estatística e processos relacionados.
Nina Yano, da Superintendência Estadual do IBGE de São Paulo, falou dos desafios da operação censitária e do trabalho de coleta, trazendo uma reflexão sobre a perspectiva da violência de gênero no ambiente de trabalho. "Sobre o trabalho da mulher na coleta de dados do IBGE, a gente tem desafios adicionais para enfrentar enquanto instituição: no último censo, a gente observou um aumento significativo no número de denúncias de assédio e relatos de violências sofridas em campo”, destacou.
A apresentação dos dados foi dividida em temas: educação, mercado de trabalho e rendimentos, mobilidade e deslocamento, maternidade, arranjos familiares e deficiência. Cada tema foi apresentado por uma das especialistas representantes da Comissão.
Em seguida, o evento foi aberto para debate, com a participação dos convidados dos demais estados onde o evento foi realizado de forma híbrida, passando pelas unidades da Casa Brasil-IBGE: Fundaj – Recife, COP – Belém e Ipece- Ceará.
Para encerrar o debate, as convidadas Ana Paula Arguelles, da Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro; Betina Barbosa, do PNUD; e Andréa Lorena, da ONU Mulheres, falaram sobre as agendas de gênero no país e no mundo.
Confira como foi o lançamento